Luxação da clavícula

 

 

 

A luxação de qualquer articulação ocorre quando a articulação sai do lugar e permanece fora do lugar. Geralmente, é uma condição que requer tratamento ortopédico urgente. Entretanto, as luxações da clavícula são uma excessão porque o risco de morte - necrose - dos ossos envolvidos é muito baixo.

 

Apesar disso, o paciente com luxação da clavícula deve procurar atendimento ortopédico tão logo seja possível para que o tratamento seja instituído de modo a não tornar a luxação crônica. Dessa forma, o tratamento inicial é feito com medicações e imobilização do ombro com uma tipoia seguida da avaliação ortopédica.

 

No ombro, há três tipos de luxações: a glenoumeral ou do ombro propriamente dito, a acrômio-clavicular ou da extremidade lateral da clavícula e a esterno-clavicular ou da extremidade medial da clavícula.

 

As luxações da clavícula acontecem por trauma direto no ombro, ou seja, há impacto no ombro durante o acidente. A luxação mais comum da clavícula é a acrômio-clavicular (foto).

 

Em qualquer luxação há lesão dos ligamentos que prendem a articulação no lugar. Na luxação da clavícula não é diferente, mas os ligamentes cicatrizam bem nas lesões menos graves. O tratamento nestes casos é feito com repouso relativo, medicações e imobilização com tipoia até a completa cicatrização ligamentar, o que ocorre por volta de 6 semanas.

 

Nos casos mais graves, a cirurgia para a reconstrução ligamentar está indicada. A não realização da cirurgia acarreta, além de um problema estético, a diminuição da função do ombro com perda de força e dificuldade de realizar alguns movimentos.

 

O tratamento da luxação esterno-clavicular é basicamente conservador e as cirurgias para esta afecção são muito raras.

 

O melhor tratamento é definido pelo médico e a decisão se baseia na gravidade das lesões encontradas em cada caso.

© 2015 por Daniel Sabatini

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